Paço do Lumiar: Prefeita Paula da Pindoba pode ser cassada sem ação do Ministério Público com a Jurisprudência vigente do STF
Moraes disse que o combate à
corrupção, à ilegalidade e à imoralidade no poder público deve ser
"prioridade absoluta".
O ministro Alexandre de Moraes, do (Supremo Tribunal Federal), derrubou dispositivo que dava ao MP (Ministério Público) exclusividade para a abertura de ações contra quem cometeu atos de improbidade administrativa, ilegalidades cometidas durante o exercício de função pública ou decorrência dela no caso da Prefeita de Paço do Lumiar Paula da Pindoba.
Repercute a situação análogas e falta de salários dos prestadores de serviços de Paço do Lumiar, depois do posicionamento dos vereadores Fernando Feitosa Miercio Martins em sessão presencial do legislativo Luminense.
A adoção dessa regra foi resultado dDae
mudança promovida no ano passado pelo Congresso Nacional por meio da Lei de
Improbidade Administrativa. Até então, órgãos como a AGU (Advocacia-Geral da
União) e procuradorias de estados e municípios tinham prerrogativa de
apresentar à Justiça esse tipo de ação.
A decisão ocorre após duas ações
protocoladas pela Anape (Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do
Distrito Federal) e pela Anafe (Associação Nacional dos Advogados Públicos
Federais). O despacho, no entanto, ainda vai ser levado ao plenário da Corte.
Segundo as entidades, a mudança feita pelo Congresso impede o exercício da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios de zelar pela guarda da Constituição. Moraes acolheu o pedido das associações dizendo que o MP não pode ter um "monopólio absoluto" no combate à corrupção.
"A supressão da legitimidade ativa das pessoas jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa caracteriza uma espécie de monopólio absoluto do combate à corrupção ao Ministério Público, não autorizado, entretanto, pela Constituição Federal, e sem qualquer sistema de barras e contrapesos como estabelecido na hipótese das ações penais públicas", escreveu o ministro.
Ainda de acordo com o entendimento de
Moraes, que é relator das ações, o combate à corrupção, à ilegalidade e à
imoralidade no poder público deve ser "prioridade absoluta", já que,
para o ministro, essas irregularidades provocam "graves reflexos na
carência de recursos para a implementação de políticas públicas de
qualidade".
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